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Jornalismo

domingo, outubro 17, 2010

Supremo nega transferência de traficante colombiano de Mossoró para São Paulo

Foto: O Câmera
 O traficante colombiano Nestor Ramon Caro Chaparro teve o pedido de transferência indeferido pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie. Chaparro é considerado um dos maiores traficantes da Colômbia e está preso na penitenciária Federal de Mossoró (RN), mas gostaria de ir para o Núcleo de Custódia da Polícia Federal de São Paulo (SP).
Foto: O Câmera


Ele aguarda julgamento de pedido de extradição formulado pelos Estados Unidos desde 2001 por ser considerado pelos americanos um dos responsáveis pela distribuição de cocaína em Nova York e pela lavagem de dinheiro.
Informações da Embaixada dos Estados Unidos, repassadas ao Supremo, identificam Chaparro e dois colombianos como chefes de operações de contrabando a partir de São Paulo, transportando cocaína dentro de feixes de polpa de celulose e rolos de papel para os Estados Unidos. De acordo com as informações, cada carregamento tinha cerca de 500 quilos.
A prisão preventiva de Chaparro foi decretada em 2005 e efetivada em abril de 2010. Inicialmente, o traficante foi para o presídio Bangu 1, no Rio de Janeiro, mas a preocupação de um resgate por parte de bandidos levou o Supremo a pedir sua transferência para Mossoró.


A defesa do traficante, segundo as informações divulgadas pelo Supremo, alega, entre outras coisas, que Chaparro está em uma penitenciária de segurança máxima e por isso submetido a regime disciplinar diferenciado, permanecendo “trancado 22h em cela solitária, sem TV, rádio, jornal, praticamente nada”.


Ainda de acordo com a defesa, a penitenciária é de difícil acesso, pois os aeroportos mais próximos ficam a 300 quilômetros. O preso, no entanto, admitiu que tem recebido visita de parentes em Mossoró, mesmo com a dificuldade da distância.
Para a ministra Ellen Gracie a transferência eventual de Chaparro para São Paulo poderia trazer os mesmos riscos identificados em Bangu 1, mesmo entendimento da Procuradoria-Geral da República.

* Fonte: Agência Brasil

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